Pele de Urso, dos Grimm

Ilustração de R. Anning Bell

Pele de Urso, do original Bearskin, é o conto número 101 dos Irmãos Grimm. Apesar de pouco conhecida, a história tem diversas adaptações, indo da televisão para o teatro (lá embaixo, vai rolar um vídeo do episódio da série From the Brothers Grimm e algumas artes, mas só pra quem ler o conto todo, heim!). Vi algumas ligações com o Pele de Asno (que a gente já postou aqui) e A Bela e a Fera (aqui), mesmo que não sejam suas variações.

E falando em variações, esse conto tem duas (que espero achar e traduzir pra postar aqui!): Don Giovanni de la Fortuna, que está incluído no Pink Fairy Book, do Andrew Lang, e o The Devil’s Breeches, incluído no  Italian Folktales, do Ítalo Calvino. As duas variações tem elementos diferentes, mas continuam com o mesmo foco.

Enfim, bora ler?

“Há muito, muito tempo atrás, havia um jovem que se alistou como soldado, e era sempre o primeiro a avançar quando se tratava de chuvas de balas. Enquanto durou a guerra, tudo lhe correu às mil maravilhas; mas assim que a paz foi assinada, ele foi demitido, e o comandante disse para que ele fosse onde desejasse. Seus pais haviam morrido e, portanto, ele não tinha mais casa. Então voltou para a casa de seus irmãos e pediu para que o aceitassem e que ficasse com eles até a próxima guerra.

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Beauty, de Rino Stefano Tagliafierro

Vi essa maravilha no Idea Fixa e tive que postar aqui.

O vídeo Beauty é, de fato, uma beleza. Rino Stefano Tagliafierro é um diretor e animador formado pelo Instituto Europeu de Design, em Milão, que conseguiu dar vida para diversas obras de arte, transformando-as em um lindo vídeo que consegue transmitir tantas emoções que parece que a gente vai explodir.

Para novidades e mais vídeos maneiros muito bem dirigidos, vocês podem dar uma conferida no site dele.

Eaí, que tal?

Laís

Cinderella/Aschenputtel (1922), de Lotte Reiniger

Aschenputtel, ou Cinderella, foi um curta feito pela diretora de cinema e animadora de silhuetas alemã Charlotte “Lotte” Reiniger (1899 – 1981), em 1922.

Assisti a esse curta meio que por acaso e fiquei fascinada por como uma obra simples, muda e, principalmente, somente com sombras de recortes poderia ser tão maravilhosa (mesmo usando os elementos originais da história da Cinderella – maninhas cortando seus pezinhos e etc.)

Enfim, assistam e tirem suas próprias conclusões.

Laís

A Formiguinha e a Neve

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Há algum tempo atrás a minha tia estava me contando como ela e os irmãos se divertiam na infância, ela me contou que existiam discos com contos infantis bem bobinhos para entreter crianças e me contou sobre um em especial que marcou a infância dela, se chama A Formiguinha e a Neve. Pesquisando mais, eu encontrei o conto na internet e o áudio. Vale a pena dar uma lida e ouvir a historinha porque, mesmo sendo bobinha, é um amor.

“Numa certa manhã de inverno uma formiga saía para o seu trabalho diário. Já ia longe procurar comida quando um floco de neve caiu, prendendo o seu pézinho. Aflita, vendo que ali poderia morrer de fome e frio, a formiga olhou para o Sol e pediu:
– Sol, tu que és tão forte, derreta a neve e desprenda o meu pézinho?
E o Sol, indiferente, respondeu:
– Mais forte que eu é o muro que me tampa.
Então a pobre formiguinha disse:
– Muro, tu que és tão forte, que tampa o Sol, que derrete a neve, desprenda o meu pezinho? E o muro rapidamente respondeu:
– Mais forte que eu é o rato, que me rói.
A formiga, quase sem fôlego, perguntou:
– Rato, tu que és tão forte, que rói o muro, que tampa o Sol, que derrete a neve, desprenda o meu pézinho?
E o rato falou bem rápido:
– Mais forte que eu é o gato que me come.
A formiga então perguntou ao gato:
– Tu que és tão forte, que come o rato, que rói o muro, que tampa o Sol, que derrete a neve, desprenda o meu pézinho?
O gato responde sem demora:
– Mais forte que eu é o cachorro, que me persegue.
A formiguinha estava cansada e, mesmo assim, perguntou ao cachorro:
– Tu que és tão forte, que persegue o gato, que come o rato, que rói o muro, que tampa o Sol, que derrete a neve, desprenda o meu pézinho?
– Mais forte que eu é o homem, que me bate.
Pobre formiga! Quase sem força, perguntou ao homem:
– Tu que és tão forte, que bate no cachorro, que persegue o gato, que come o rato, que rói o muro, que tampa o Sol, que derrete a neve, desprenda o meu pézinho?
O homem olhou para a formiga e respondeu:
– Mais forte que eu é Deus, que tudo pode.
A formiga olhou para o céu e perguntou a Deus:
– Tu que és tão forte que tudo pode, desprenda o meu pézinho?
E Deus, que ouve todas as preces pediu à primavera que chegasse com seu carro dourado triunfal enchendo de flores os campos e de luz os caminhos, e vendo que a formiga estava quase morrendo, levou-a para um lugar onde não há inverno e nem verão e onde as flores permanecem para sempre.”

 

Alícia