Pele de Urso, dos Grimm

Ilustração de R. Anning Bell

Pele de Urso, do original Bearskin, é o conto número 101 dos Irmãos Grimm. Apesar de pouco conhecida, a história tem diversas adaptações, indo da televisão para o teatro (lá embaixo, vai rolar um vídeo do episódio da série From the Brothers Grimm e algumas artes, mas só pra quem ler o conto todo, heim!). Vi algumas ligações com o Pele de Asno (que a gente já postou aqui) e A Bela e a Fera (aqui), mesmo que não sejam suas variações.

E falando em variações, esse conto tem duas (que espero achar e traduzir pra postar aqui!): Don Giovanni de la Fortuna, que está incluído no Pink Fairy Book, do Andrew Lang, e o The Devil’s Breeches, incluído no  Italian Folktales, do Ítalo Calvino. As duas variações tem elementos diferentes, mas continuam com o mesmo foco.

Enfim, bora ler?

“Há muito, muito tempo atrás, havia um jovem que se alistou como soldado, e era sempre o primeiro a avançar quando se tratava de chuvas de balas. Enquanto durou a guerra, tudo lhe correu às mil maravilhas; mas assim que a paz foi assinada, ele foi demitido, e o comandante disse para que ele fosse onde desejasse. Seus pais haviam morrido e, portanto, ele não tinha mais casa. Então voltou para a casa de seus irmãos e pediu para que o aceitassem e que ficasse com eles até a próxima guerra.

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Peau d’Âne (1970)

“No leito de morte de sua esposa, o rei promete a ela que só se casará novamente caso encontre uma princesa mais bela e virtuosa que ela. E a única princesa com essas qualidades é sua própria filha. Com ajuda de sua fada-madrinha, a jovem princesa refugia-se no reino vizinho, trajando um disfarce e ficando conhecida como Pele de Asno.”

O filme, do mesmo tipinho do Rusalochka, segue o estilo conto de fadas no sentido mais literal da palavra: tudo é lindo, colorido e delicado (até mesmo os reis e príncipes, LOL). Assistir ao filme foi uma ótima experiência e devo dizer que, se pudesse, o teria assistido mais cedo.

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Pele de Asno, de Charles Perrault

O Pele de Asno é um dos contos que estão no livro Contos de Mamãe Gansa, do qual eu já falei aqui, do Charles Perrault. De acordo com o Wikipédia, os Grimm escreveram uma outra versão dele (que vai tar aqui pelo Ftale, também, se a gente achar).

“Era uma vez um boníssimo rei, a quem o povo muito amava e os vizinhos muito respeitavam, sendo por isso o rei mais feliz do mundo. Além do mais, ele teve a sorte de casar-se com uma princesa linda e igualmente virtuosa, que lhe deu apenas uma filha, porém tão encantadora, que os pais viviam num verdadeiro êxtase.

No palácio real, havia abundância de tudo e muito bom gosto. Os ministros eram muito sagazes e habilidosos, os cortesão, muito dedicados, e os empregados, muito leais. Na grande estrebaria, havia os mais soberbos cavalos jamais vistos e com os melhores arreios, embora todos estranhassem que o mais importante animal fosse um asno com orelhas compridíssimas . Mas não fora por um mero capricho que o rei lhe dera tamanha distinção. O asno era merecedor de todas as regalias e honras, pois, na verdade, se tratava de um asno com poderes mágicos. Todo dia, ao nascer do sol, a sua baia estava coberta de moedas de ouro, que o rei mandava colher.

Mas como a vida não é para sempre um mar de rosas, certo dia a rainha caiu de cama, com uma doença desconhecida que nenhum médico era capaz de curar. No palácio, baixou uma intensa tristeza. O rei foi a todos os templos do castelo e fez promessas, em que se comprometia a dar sua própria vida em troca da cura da amada rainha. Mas tudo foi em vão.

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