Pele de Urso, dos Grimm

Ilustração de R. Anning Bell

Pele de Urso, do original Bearskin, é o conto número 101 dos Irmãos Grimm. Apesar de pouco conhecida, a história tem diversas adaptações, indo da televisão para o teatro (lá embaixo, vai rolar um vídeo do episódio da série From the Brothers Grimm e algumas artes, mas só pra quem ler o conto todo, heim!). Vi algumas ligações com o Pele de Asno (que a gente já postou aqui) e A Bela e a Fera (aqui), mesmo que não sejam suas variações.

E falando em variações, esse conto tem duas (que espero achar e traduzir pra postar aqui!): Don Giovanni de la Fortuna, que está incluído no Pink Fairy Book, do Andrew Lang, e o The Devil’s Breeches, incluído no  Italian Folktales, do Ítalo Calvino. As duas variações tem elementos diferentes, mas continuam com o mesmo foco.

Enfim, bora ler?

“Há muito, muito tempo atrás, havia um jovem que se alistou como soldado, e era sempre o primeiro a avançar quando se tratava de chuvas de balas. Enquanto durou a guerra, tudo lhe correu às mil maravilhas; mas assim que a paz foi assinada, ele foi demitido, e o comandante disse para que ele fosse onde desejasse. Seus pais haviam morrido e, portanto, ele não tinha mais casa. Então voltou para a casa de seus irmãos e pediu para que o aceitassem e que ficasse com eles até a próxima guerra.

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John William Waterhouse

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John William Waterhouse nasceu em 1849, no dia 6 de abril. No início de sua carreira como pintor, o inglês visava às formas da Antiguidade Clássica, que mais tarde abandonou pelos temas literários, tais como Tristão e Isolda, Hamlet entre outros. Também são bastante presentes em suas obras seres da mitologia como sereias e ninfas, como vocês podem ver em algumas imagens que separei em uma galeria logo abaixo. Considerado hoje um Pré-Rafaelita Moderno, Waterhouse ingressou na Royal Academy of Art em sua juventude e afirmam que, com o decorrer do tempo, suas pinturas foram aumentando de tamanho cada vez mais!

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Christian Birmingham

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O Christian Birmingham nasceu na Inglaterra e trabalhou com inúmeros escritores nas ilustrações de seus livros, além de também ilustrar grandes clássicos dos contos de fadas, tais como A Pequena Sereia, A Bela Adormecida, A Princesa e a Ervilha e até mesmo As Crônicas de Nárnia! Ele mesmo fala em seu site oficial que todo o seu trabalho é baseado em tons pasteis, acabando nesse resultado incrível:

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Zuzanna Celej

36727ac4861c7bf3fe59f2950ec69960Descobri a Zuzanna no Pinterest quando uma da suas ilustrações me chamou atenção e eu não pude deixar de clicar. Uma das (poucas) coisas que descobri a respeito dessa ilustradora é que ela tem atualmente 31 anos, que nasceu na Polônia e que se especializou em Artes em Barcelona! A Zuzanna ganhou alguns prêmios e já ilustrou diversos livros.

Suas ilustrações mesclam o sobrenatural e o real de maneira muito suave e eu gostei bastante! Algumas são mais misteriosas, escuras e carregadas que outras, mas mesmo as que se encontram em tons mais claros e com caráter mais realista deixam um ar de mistério em quem vê.

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Arthur Rackham

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Quando a gente fala em ilustrações de contos de fadas, o Arthur Rackham é o mestre! Ele nasceu em 1867, na Inglaterra, em meio a outros doze irmãos, e estudou na Escola de Arte Lambeth, tendo sua primeira ilustração publicada em 1883. O Arthur é considerado um dos principais da “Era do Ouro” de ilustradores de livros britânicos! Essa fase abrangeu os primeiros anos de 1900 até a Primeira Guerra Mundial, pois durante essa época houve um aumento significativo de ilustradores de muita qualidade no mercado.

Os traços do Rackham são únicos, dá para notar isso apenas olhando! Sempre com aquela atmosfera misteriosa, seu estilo é bastante descrito como uma fusão do estilo nórdico, fortemente influenciado pela tradição de xilogravura Japonesa.

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Por Trás de Alice no País das Maravilhas

Alice LiddellMuitos não sabem, mas realmente existiu uma Alice cujo sobrenome era Liddell. A Alice de carne e osso era extremamente próxima a um homem que se chamava Charles Dodgson, futuramente conhecido como Lewis Carroll, que durante um passeio de barco pelo rio Tâmisa, imortalizou a pequena Alice numa das histórias mais famosas do mundo. A obra de Lewis Carroll consegue captar dois públicos em uma única história: o público infantil e o público adulto. Nada mais é que uma mistura de personagens reais de sua própria vida com as fantasias surreais do País das Maravilhas, resultando numa narrativa inteligente com elementos significativos que revelam a lógica do absurdo.

A grande paixão de Carroll sempre foi a matemática e, como um grande amante da lógica, encantava as crianças com jogos que ele mesmo inventava. A fotografia mal havia chegado naqueles tempos e Lewis já a tinha como hobby, fotografando diversas crianças. Chegou até a fotografar a própria Alice em trajes de cigana (foto acima).

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