A Balada de Mulan

Uns tempos atrás eu estava bobeando por aí, navegando pela internet. Nesse caso específico, procurando imagens do Mulan, da Disney (CARA! Me diz: quem não ama Mulan?). Eis, então, que eu me surpreendo ao descobrir que Mulan é, de fato, uma personagem de um antigo poema chinês, chamado A Balada de Mulan.

O poema, escrito no século VII – período da dinastia Tang – e composto por uma coleção de cantos, conta a história que já conhecemos: uma mulher chinesa que se disfarça de homem para se unir ao exército. Mas, nem por isso, o prazer de lê-lo é menor.

Originalmente, essa coleção de contos se perdeu, e a versão que estamos postando aqui é uma versão posterior, que está inclusa numa antologia de poemas compilados por Guo Maoqian.

“Suspiro após suspiro,
Mulan tece diante de sua porta.

Ninguém pode ouvir o som do tear,
apenas os suspiros da pobre menina.

Pergunte-a quem está em seu coração,
ou quem está em sua mente.

Ninguém está em seu coração,
e ninguém está em sua mente.

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A arte conceitual de Frozen

Storyboard por Paul Briggs

Se tu tens internet, tu nunca estás satisfeito. Pelo menos, eu sou assim. Por essas minhas andanças na teia, me deparei com o livro The Art of Frozen, da Disney, que contém infinitos detalhes sobre a produção do filme (do qual a gente já falou aqui). Agora, adivinhem quem tá querendo comprar isso nesse exato momento, mas não vai comprar porque, né, quedelhe a grana??

Só pelas pesquisas feitas no tio Google e no Tumblr, já dá pra ter uma boa noção da belezura que é esse livro, que mostra todos os processos da arte conceitual do filme, desde a criação da storyboard (uma pré-visualização do filme) a todos os cenários utilizados. Além disso tudo, a gente ainda consegue ver de relance o que o filme poderia ter sido, se as escolhas tivessem sido outras. Um exemplo perfeito disso é a nossa querida-amada-desejada Rainha Elsa.

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Chapeuzinho Vermelho, dos Irmãos Grimm

Chapeuzinho Vermelho é, sem dúvidas, um dos contos mais conhecidos no mundo inteiro. Toda criança sabe contar pelo menos uma versão da história da menininha que é enganada pelo Lobo Mau porque desobedeceu sua mãe.

Chapeuzinho Vermelho não ganhou uma grande adaptação da Disney como Cinderela ou Branca de Neve ganharam, mas um fato curioso é que a primeira animação de Walt Disney foi justamente sobre essa história, em 1922 (você pode vê-la aqui). Entretanto, essa versão antiga da Disney é bem diferente da que eu vou contar aqui, escrita pelos Irmãos Grimm.

Espero que gostem!

Ilustração de Arthur Rackham

Ilustração de Arthur Rackham

“Era uma vez uma menininha meiga e querida por todos que a conheciam, mas era especialmente querida por sua avó, que não cansava de agradá-la. Certa vez a avó lhe deu uma capa com um capuz feita de veludo vermelho.

Assentou-lhe tão bem e a menina gostou tanto, que não queria usar outra roupa e por isso ganhou o apelido de Chapeuzinho Vermelho.

Um dia a mãe disse:

“Vem aqui, Chapeuzinho Vermelho, leve este bolo e esta garrafa de vinho à sua avó. Ela está fraca e doente e esses presentes lhe farão bem. Vá depressa, antes que o dia esquente, não se demore pelo caminho nem corra, para não cair e quebrar a garrafa e deixar sua avó sem vinho. Quando chegar, não esqueça de desejar: ‘Bom dia’, educadamente, sem ficar reparando em tudo”.

“Vou fazer tudo que me diz”, prometeu Chapeuzinho Vermelho à mãe.

Sua avó morava na floresta, a uma boa meia hora da aldeia. Quando a menina chegou à floresta, encontrou o lobo. Mas não sabia que ele era um animal malvado, por isso não teve um pingo de medo.

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Disneyland Paris

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OK, Disney World é Disney World, mas a Disneyland Paris tem seus charmes, então reservei esse post para falar um pouquinho sobre a Disney em… Paris! Tem coisa mais magnífica? A Disney já é maravilhosa e essa ainda fica na… França, que fica na… Europa, sede desses castelos maravilhosos, histórias magníficas e mimimis mágicos de contos de fadas que contamos por aqui. Eu acho que não poderiam ter escolhido lugar melhor para colocar outra Disney no mundo.

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A Rainha das Neves, de Hans Christian Andersen

É por culpa da minha vontade extrema de assistir o Frozen, novo filme de animação da Disney, que eu estou postando esse conto. Pra quem ainda não ouviu falar, o Frozen (com o título traduzido para “Uma Aventura Congelante” – sério, eu tenho pavor dessas traduções) conta a história da Anna, que corre atrás da irmã dela, Elsa a.k.a. A Rainha das Neves, que acabou trancando todo um reino num inverno eterno. Deem uma catada no Youtube pra assistir o trailer.

Enfim, o Snow Queen, ou Snedronningen, que deu base para o filme, é um conto escrito pelo querido Hans Christian Andersen e publicada pela primeira vez em  1845. É um dos mais antigos e aclamados contos do Andersen e, originalmente, é dividido em sete pequenos contos:

  1. About the Mirror and Its Pieces
  2. A Little Boy and a Little Girl
  3. The Flower Garden of the Woman Who Knew Magic
  4. The Prince and the Princess
  5. The Little Robber Girl
  6. The Lapp Woman and the Finn Woman
  7. What Happened at the Snow Queen’s Palace and What Happened Afterwards


Eu sei que esse conto que eu vou postar é somente um resumo de todos os sete contos maaaaas, no momento em que eu encontrar os contos divididos, eu vou postá-los, podem crer (brôu). Enfim, esse eu peguei no Contos do Covil e realmente espero que vocês gostem!

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Inspiração para os desenhos da Disney

Já tinha ouvido falar em algumas personagens antigas da Disney que eram inspiradas em pessoas reais, mas só recentemente, lendo uma matéria da Victoria Cunha no Publistagram, que fui descobrir que eram tantas, e quais eram as musas dos desenhistas. Olhem só:

Essa é a Helene Stanley sendo Aurora. Além da bela adormecida, a moça também inspirou a Cinderela e a Anita de 101 Dálmatas (dá até pra perceber a semelhança entre as três personagens, não?).

(Clique para ampliar/legendas)

Nessa galeria deixei só alguns exemplos, mas no link da matéria tem mais (até o Tom Cruise tá nessa, e eu nem consigo acreditar que nunca relacionei a aparência dele com a de seu personagem).

Emily