O Barba Azul, de Charles Perrault

Publicado pela primeira vez em 1697 (no Contos de Mamãe Gansa), o conto O Barba Azul é, definitivamente, um dos melhores exemplos quando falamos das contradições dos contos de fadas. A história trata de um nobre à procura de uma esposa perfeita. Nesse caso, a perfeição de uma mulher é, para ele, a falta de curiosidade. Enfim, leiam o conto e tirem suas próprias conclusões sobre essa linda história de amor (sqñ). (:

Obs.: O conto é um bocado comprido, mas a leitura é bem fácil. Então, aproveitem!

Bluebeard Image 1 by Dulac“Era uma vez um homem que tinha belas casas na cidade e no campo, baixela de ouro e prata, móveis trabalhados e carruagens douradas; mas, por desventura, esse homem tinha a barba azul: isto o fazia tão feio e tão terrível que não havia mulher nem moça que não fugisse ao vê-lo.

Uma das suas vizinhas, dama de alta linhagem, tinha duas filhas absolutamente belas. Ele pediu-lhe uma delas em casamento, deixando a escolha à vontade materna. Nenhuma das duas o queria, e cada uma o passava à outra, pois nenhuma podia decidir-se a aceitar um homem de barba azul. Aborrecia-as também a circunstância de ele já ter desposado várias mulheres sem que ninguém soubesse o que era feito delas.

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Peau d’Âne (1970)

“No leito de morte de sua esposa, o rei promete a ela que só se casará novamente caso encontre uma princesa mais bela e virtuosa que ela. E a única princesa com essas qualidades é sua própria filha. Com ajuda de sua fada-madrinha, a jovem princesa refugia-se no reino vizinho, trajando um disfarce e ficando conhecida como Pele de Asno.”

O filme, do mesmo tipinho do Rusalochka, segue o estilo conto de fadas no sentido mais literal da palavra: tudo é lindo, colorido e delicado (até mesmo os reis e príncipes, LOL). Assistir ao filme foi uma ótima experiência e devo dizer que, se pudesse, o teria assistido mais cedo.

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Os desejos ridículos, de Charles Perrault

The Ridiculous Wishes ou The Three Ridiculous Wishes é mais um conto de fadas escrito pelo francês Charles Perrault. Foi publicado em 1697 no livro intitulado Histoires ou contes du temps passé, traduzido literalmente para Histórias ou contos do passado. Como sempre, eu, muito querida, traduzi o conto do original que encontrei por aí (a fonte tá lá embaixo). Aproveitem e reflitam ao final do conto. BESOS!

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As Fadas, de Charles Perrault

Tenho um livro em casa que se chama Contos de Fadas e nele há uma seleção de alguns contos do Charles Perrault traduzidos pelo Monteiro Lobato. Comprei na Estante Virtual, se não me engano, há muito, muito tempo. Ele tem umas ilustrações bem bonitas e os seguintes contos: A Capinha Vermelha, As Fadas, Barba Azul, O Gato de Botas, Pele de Asno, A Gata Borralheira, Riquet Topetudo, A Bela Adormecida e O Pequeno Polegar.

Hoje, vou contar para vocês um conto desse livro. Chama-se As Fadas e vocês devem até lembrar dele porque ele já foi contado aqui pela Laís, há um tempinho. Resolvi recontar esse lindíssimo conto porque essa versão é um pouquinho diferente (não na essência), até porque foi traduzida pelo Monteiro Lobato. O conto é lindo e a moral dele também, por isso é sempre bom ser lembrado.

Espero que gostem!

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Pele de Asno, de Charles Perrault

O Pele de Asno é um dos contos que estão no livro Contos de Mamãe Gansa, do qual eu já falei aqui, do Charles Perrault. De acordo com o Wikipédia, os Grimm escreveram uma outra versão dele (que vai tar aqui pelo Ftale, também, se a gente achar).

“Era uma vez um boníssimo rei, a quem o povo muito amava e os vizinhos muito respeitavam, sendo por isso o rei mais feliz do mundo. Além do mais, ele teve a sorte de casar-se com uma princesa linda e igualmente virtuosa, que lhe deu apenas uma filha, porém tão encantadora, que os pais viviam num verdadeiro êxtase.

No palácio real, havia abundância de tudo e muito bom gosto. Os ministros eram muito sagazes e habilidosos, os cortesão, muito dedicados, e os empregados, muito leais. Na grande estrebaria, havia os mais soberbos cavalos jamais vistos e com os melhores arreios, embora todos estranhassem que o mais importante animal fosse um asno com orelhas compridíssimas . Mas não fora por um mero capricho que o rei lhe dera tamanha distinção. O asno era merecedor de todas as regalias e honras, pois, na verdade, se tratava de um asno com poderes mágicos. Todo dia, ao nascer do sol, a sua baia estava coberta de moedas de ouro, que o rei mandava colher.

Mas como a vida não é para sempre um mar de rosas, certo dia a rainha caiu de cama, com uma doença desconhecida que nenhum médico era capaz de curar. No palácio, baixou uma intensa tristeza. O rei foi a todos os templos do castelo e fez promessas, em que se comprometia a dar sua própria vida em troca da cura da amada rainha. Mas tudo foi em vão.

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As Fadas, de Charles Perrault

Um dos contos do último livro que eu comprei, que eu li e adorei, foi “As Fadas”. Assim, decidi postá-lo aqui pra ver se vocês vão gostar, assim como eu. (O conto que eu escolhi para postar aqui não é exatamente igual ao que está no livro. Como eu encontrei muitas variações pela internet, selecionei a que mais me agradou e fiz algumas alterações em certas expressões, baseadas no meu livro, pra facilitar a leitura. Mas, à parte isso, todas as variações são coerentes umas com as outras.)

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