Hamadríades

Until I Say, por Ryan Lee (2012)Hamadríades (do grego Hamadryádes), uma das classes dentro das Dríades, são as ninfas que nascem ao mesmo tempo que as árvores (háma, “ao mesmo tempo”, “simultaneamente” e drys, dryos “árvore”, “carvalho”). Elas são literalmente incorporadas nas árvores e as protegem e participam do destino que as aguarda, morrendo se a árvore for abatida. Eram consideradas, também, uma das deidades intermediárias entre mortais e imortais.

De acordo com o poeta grego Calímaco, o temperamento dessas ninfas era bem variado, dependendo das árvores. Podiam chorar rios quando as folhas caíam, assim como pulavam de alegria pelas folhas verdes na chegada da primavera. Elas frequentemente pediam a heróis que salvassem suas árvores e, em algumas lendas, é descrito o lado vingativo das Hamadríades, que eram capazes de castigar e até mesmo matar aqueles que sequer ameaçassem suas protegidas (podiam, inclusive, fazer os homens se apaixonarem por elas. Agora, fica a dúvida com qual o objetivo…). Temos como exemplo Erysichthon de Tessália:

Erysichthon, filho de Triopas e rei de Tessália, certa vez ordenou que todas as árvores no bosque sagrado de Deméter fossem cortadas. Quando avistado um dos carvalhos coberto de coroas votivas, símbolo de toda oração à Deméter, os homens do rei se recusaram a cortá-lo. Com raiva, Erysichthon pegou um machado e se pos a cortá-lo ele mesmo, matando no processo uma dríade protetora. Em suas últimas palavras, a dríade proferiu uma maldição sobre ele.

Deméter respondeu a maldição da ninfa e o puniu colocando Limos, o espírito da fome implacável e insaciável, em seu estômago. E a comida passou a agir como combustível em um incêndio: quando mais comia, mais fome sentia. Erysichthon vendeu todos os seus bens com o objetivo de comprar comida, mas continuava com fome. Por fim, vendeu sua própria filha, Mestra, como escrava. Mestra foi libertada da escravidão por seu ex-amante, Poseidon, que lhe deu o dom de transformar-se em qualquer criatura para escapar de suas obrigações. Erysichthon usou dessa habilidade da filha para vendê-la diversas vezes para ganhar dinheiro e se alimentar, mas nenhuma quantidade de alimento foi suficiente. Eventualmente, ele morreu ao comer a si mesmo.

Na mitologia grega, temos que as Hamadríades são as oito filhas de Ôxilo e Hamadríade, sua irmã (Jaime and Cersei Lannister approves), sendo elas: Carya, Balanus, Crania, Morea, Aeigirus, Ptelea, Ampelus e Syce. Cada uma delas teria como protegida um tipo de árvore, sendo elas, respectivamente, nogueira, “bolota” ou “glande” (eu também ri, mas é o fruto dos carvalhos), corniso, amoreira, choupo-negro, olmo, vinha e figueira. Carya, certa vez, ao ter um caso com Zeus, gerou Dirio, deus das plantas venenosas.

Outro mito conhecido sobre hamadríades é o de Dafne, filha do deus-rio Peneios e da náiade Creusa, que por uma brincadeirinha de Eros, deus do Amor, acabou virando uma hamadríade.

Eros, que estava aborrecido com Apolo por este zombar de sua habilidade com o arco e se dizia incomodado por sua cantoria, pregou-lhe uma peça, ferindo-o com uma flecha de ouro, que provoca o amor, enquanto a ninfa era atingida por uma flecha de chumbo, que causa repulsa.

Perseguida por Apolo e cansada de fugir, Dafne pediu ao pai que a livrasse de tal situação. Peneios, então, a tranformou em loureiro, árvore que foi consagrada a Apolo. Desde então, o deus sempre trouxe consigo uma coroa de louros.

Laís

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