O ballet Cinderela

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Cinderela é um ballet pouquíssimo conhecido perto dos grandes repertórios clássicos como O Lago dos Cisnes, Dom Quixote ou Giselle. O que é uma pena, já que se trata de um ballet com história e montagens muito bonitas! Com coreografia de Rostislav Zakharov e música de Prokofiev, Cinderela teve sua estréia em 1945, no Teatro Bolshoi, na Rússia.

Hoje, apesar de muitas companhias arriscarem montagens diferentes, a história continua com a mesma essência que já conhecemos tanto: a garota desafortunada, que é maltratada pela madrasta e pelas duas irmãs, e que sonha, apesar disso, em ter um final feliz. Mas os personagens mudam, às vezes, como no caso da Fada Madrinha, que pode assumir a forma de uma professora, ou até mesmo de um piloto de avião… Mas, calma, calma, deixa eu explicar melhor!

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Em algumas montagens desse ballet, as companhias optam por fazer uma coisa mais moderna. A Ópera de Paris, por exemplo, resolveu fazer uma Cinderela mais “atual”, viajando, no segundo ato da peça, para um mundo cinematográfico, onde ela seria quase que uma “estrela Hollywoodiana” (inclusive, a “carruagem” usada é um carro conversível). Outra versão bastante moderna é a do Staatsballett Berlin, onde a Cinderela é uma simples bailarina que tenta conviver, em suas aulas, com duas outras bailarinas exibidíssimas que, nesse caso, são interpretadas por homens! (Sim! Ao tentar colocar irmãs desastradas e feiosas, alguns diretores optam por homens nas pontas).

tumblr_m24o2dMJ9R1r5hbbpo1_500Em outras montagens, a história é muito fiel, como no caso do Dutch National Balletonde o ballet parece ter sido diretamente feito a partir do conto dos Grimm, ou no do Frederick Ashton, do Royal Ballet, que fez a coreografia inspirada no conto de Charles Perrault!

A forma como eles retratam o importantíssimo sapatinho também é muito interessante em algumas montagens. Às vezes, eles fazem a Cinderela dançar sem sapatilhas de ponta até o segundo ou terceiro ato! A primeira versão de Cinderela que eu vi foi a do Teatro Nacional de Praga (uma versão bem mais moderna), onde a bailarina dançava descalça e, no final, apenas pintavam seus pés de dourado para indicar um sapatinho.

Mas, veja bem, Cinderela não é, nem nunca vai ser um repertório “sério”. Sempre será um ballet mais extrovertido e cômico, com coreografias bem mais modernas do que o que estamos acostumados a ver nos grandes repertórios clássicos.

A versão que acho mais bonita (e que é também a mais clássica) é a do Royal Ballet, que vocês podem baixar aqui. Mas, se por um acaso alguém quiser assistir a outras versões, no site do Balletoman existem várias!

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Por fim, deixo a vocês um trechinho do primeiro ato da coreografia de Rudolf Nureyev, onde Cinderela sonha com o baile. Espero que gostem!

Alícia

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